Fabiana Wielewicki

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Fabiana Wielewicki. Still Blank #2 (Série Hotel Miradouro), 2015. 30×40 cm.

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Fabiana Wielewicki. Still Blank #4 (Série Hotel Miradouro), 2015. 30×40 cm.

(Londrina, Brasil, 1977) Vive e trabalha entre Florianópolis e Porto.

Artista visual, Mestre em Artes Visuais (UFRGS) e Bacharel em Artes Plásticas (UDESC). Atualmente cursa Doutoramento em Arte na Universidade do Porto, Portugal. Exposições individuais: Cinema Miradouro (Museu de Arte de Blumenau, 2014); Grande Hotel (MASC, Fpolis, 2009); 2ª Natureza (Museu Victor Meirelles, Fpolis, 2008). Os Segredos da Boa Fotografia (Circuito SESC/SC, 2006-2010); Paisagem Programada (Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, Porto Alegre, 2005) Algumas exposições coletivas: Do outro lado (Espaço Mira, Porto, 2015); Investida (Sputenik the window, Porto, 2015);Trees outside the academy: práticas colectivas (Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, Guimarães, 2014); Labirinto Particular (Museu de Arte de Santa Catarina, 2012); Observatório (Museu da FBAUP, Porto, 2011); 3ª Rodada (Fundação BADESC, Fpolis, 2010); Sobre as águas, a solidão e o olhar (Galeria Homero Massena, Vitória, 2009); Contin[g]ente (Arquipélago, Fpolis, 2009); X Salão Nacional Victor Meirelles – Prêmio aquisição (MASC, Fpolis, 2008); Natureza Doméstica (Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, Juiz de Fora, 2008); Fiat Mostra Brasil (São Paulo, 2006); Mostra de Vídeos Efeitos de Borda: subjetividades e espaço público (Memorial do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005); Programa Rumos Itaú Cultural Artes Visuais edição 2001/2003.

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Elaine Tedesco

Elaine Tedesco. Série Arquivo Aberto, 2013. Fotografia, 80×50 cm.

Elaine Tedesco. Série Arquivo Aberto, 2013. Fotografia, 80×50 cm.

1963, Porto Alegre/RS.

Artista plástica com produção em fotografia, instalação e videoperformance. É professora Adjunta no Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul atuando na área de fotografia e vídeo. Atualmente Coordena o Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS e desenvolve o projeto de pesquisa Videoarte: o audiovisual sem destino.

Coletivas recentes (seleção)

2015 – Distanz. Elaine Tedesco, Klaus W. Eisenlohr, Sandra Becker, Marion Velasco. Instituto Goethe, Porto Alegre, Brasil. 2013 – Fazer e Desfazer a Paisagem, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. 2012 – A imagem da Palavra, Centro de Exposições SUBTE, Montevideo, Uruguai; O Triunfo do Contemporâneo, Santander Cultural, Porto Alegre, Brasil. 2011- Do atelier ao Cubo Branco, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil. 2008 – Lugares Desdobrados, curadoria Mônica Zielinsky, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, Brasil; Adquisiciones, donaciones y comodatos 2007, Malba, Buenos Aires, Argentina. 2007 – 52a. Esposizione Internazionale d’Arte, La Biennale di Venezia, curadoria Robert Storr, Veneza, Itália.

Residências
2014. Instituto Goethe, Berlim, Alemanha e 2010. SAM ART Projects, Paris, França.

Sobre algumas das imagens

Elaine Tedesco apresenta seus arquivos de películas em preto e branco. Fotografias que estavam guardadas em sua caixa de negativos, as quais vêm experimentando, nos últimos anos, projetar sobre diferentes contextos, procurando criar imagens que as atualizem. Criar novas fotografias, a partir dos arquivos pessoais, assim como desdobrar um trabalho em outro, reutilizando partes ou o todo em novas situações de apresentação, é parte de seu método de trabalho, seja em fotografia, vídeo ou instalação.

As imagens escolhidas são retratos de crianças, obtidos em negativo 35mm, preto e branco e com uma câmera Leica, no início dos anos 1980, em diferentes locais da cidade de Porto Alegre, especificamente: no Mercado Público. O processo de trabalho consistiu em projetar esses negativos, com um antigo projetor de slides, sobre as paredes do lugar onde foi exposta pela primeira vez. Essa ação luminosa criou uma sobreposição entre imagem projetada e arquitetura, implicando uma fusão entre ambas, que foi fotografada com uma câmera digital.

A sobreposição é geradora de outra imagem, na qual as superfícies estão aderidas. A textura da parede misturou-se aos retratos das crianças obtidos 30 anos antes, acrescentando-lhes novas significações. As novas fotografias tornam-se matrizes numéricas a espera de uma atualização, encontram-se virtualmente como arquivos de imagens digitais numa pasta em seu computador.

Klaus W. Eisenlohr

Klaus W. Eisenlohr. Urbane Übergänge – Berlin passage ways, 2012-2015.

Klaus W. Eisenlohr. Urbane Übergänge – Berlin passage ways, 2012-2015.

Nasceu em 1961 em Tuttlingen, Alemanha. Vive e trabalha em Berlim desde 1989, ano da queda do muro. Trabalha com mídias digitais, vídeo, filme e fotografia.

Com base em fotografia, filme e novas mídias em prática e teoria, Klaus W. Eisenlohr se interessa pelas mudanças do espaços urbanos e seus usos em potencial. Com intervenções públicas, sua prática artística torna-se um meio de interlocução direta com o público. Em seus ensaios fílmicos ele propõe ao observador refletir sobre os discursos da iconografia espacial e as relações das pessoas com o espaço urbano. O artista tem trabalhado com filmes e projetos artísticos implicando o espaço público na Gropiusstadt Berlin, Marzahn-Hellersdorf Berlin, Istanbul, Helsinki, Poznan, Hannover e Chicago. Projeções de filmes incluem São Francisco, Saint Petersburg, Innsbruck, Berlim, Chicago, Telluride, Hannover, Poznan, Helsinki, Stuttgart, e Reims.

Prêmios e residências: 2006 HIAP artista residente em Helsinki, Finland; 2004 “Cast & Cut” Projeto prêmio e residencia concedidos pelo Cultural Region Hannover and NordMedia; 2001 Artisa residente na Künstlerhaus Hooksiel, Wangerland, Germany; 2001 Prêmio de Direção, concedido pela School of the Art Institute of Chicago, USA; 1999 ” Special Airlift Memorial Fellowship” concedido pelo Berlin Senat and the America House Berlin; 1997 Bolsa concedida pelo Kunststiftung Baden-Württemberg, art foundation of the state of Baden-Württemberg, Germany.

Website http://www.richfilm.de

http://www.re-title.com/artists/klausw-eisenlohr.asp

Urbane Übergänge –  Berlin passage ways

Klaus W. Eisenlohr apresenta imagens da série Urbane Übergänge –  Berlin passage ways, iniciada em 2012 que segue em andamento. São fotografias em que cria uma ideia-imagem dos espaços públicos de Berlim. No conjunto o artista elabora contrapontos entre espaços livres, sem uma definição precisa de sua finalidade e passagens verdes com arquiteturas especificas da história recente da cidade.

Carla Borba

Carla Borba. Cabeça de Terra, 2011-2012. Impressão com pigmento mineral em papel matte 250g, 43×63 cm.

Carla Borba (Porto Alegre, 1978) é artista visual e vem desenvolvendo sua pesquisa sobre as relações entre performance e imagem, assim como sobre o corpo feminino no embate com diferentes materialidades, principalmente com a natureza. A performance e os desdobramentos em fotografia e vídeo envolvem a produção da artista.É mestre em Artes Visuais pelo PPGAV – UFRGS e graduada em artes pela mesma instituição. Participou de encontros de performances e exposições na França, Alemanha e Brasil, destacam-se: Performance 7 Cabeças, Sesc Santana, São Paulo, 2015; Matéria Sensível, Casa de Cultura Mario Quintana, Porto Alegre, 2014; Projeto DUETO, Casa M – 8º Bienal de Artes Visuais do Mercosul, 2011; Convivência – Dez Anos de Bolsa Iberê Camargo, Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, 2010; Rencontres Européennes Art Performances – Forum Social Europeen, Espace Les Blancs Manteaux, Paris, 2003 ; 7º e 8º Congrès International Art Performances, Paris/Berlim, 2002; Em 2002 a artista recebeu a bolsa da Fundação Iberê Camargo com o Projeto Álbum de Família o qual possibilitou sua residência na Cité Internationale des Arts em Paris. Possui obras no acervo da Fundação Vera Chaves Barcellos, MAC-RS e MARGS-RS. Vive e trabalha em Vitória/ES.

Luciane Bucksdricker

Luciane Bucksdricker. Nefelibata, 2015. Impressão sobre papel algodão. 135x70cm.

Luciane Bucksdricker é natural de Porto Alegre, graduada em Comunicação Social pela PUC/RS e mestranda em Poéticas Visuais pela UFRGS. Suas principais exposições são a individual Salas de [não] estar na Galeria do IAB (2012), na UNIVATES (2012) e no 2° prêmio do IEAVi – Incentivo à produção de Artes Visuais (2012) que gerou um livro de artista publicado pela editora paulista Publicações Iara.

Foi a artista convidada para inaugurar a Galeria Thippos Leo Zamper com a exposição Tratar de Conciliar os olhos (2013com o poeta visual Jorge Bucksdricker e organizou a exposição [des]percebidos (2013) na Galeria do IAB. Entre as exposições coletivas destacam-se: projeto Simultaneidade (2014) do Vila Flores, Viveiros (2014) na Pinacoteca do Instituto de Artes/UFRGS, 3ª exposição coletiva do Acervo Independente (2015)O feminismo é para todos (2015) organizado pelo NIEM/UFRGS e Acervo Independente  e a exposição Perto de nós (2015) organizada pela galeria Aura e a revista Arte e Contexto.

Mariane Rotter

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Mariane Rotter. Meu ponto de vista: Rio, 2015. Fotografia. 60×80 cm.

Nasceu em 1975 em Ijuí/RS. Vive e trabalha em Porto Alegre.Durante a graduação em Artes Plásticas no Instituto de Artes da UFRGS iniciou o projeto “Meu ponto de vista”, onde fotografa a sua vida e seu cotidiano com um enquadramento muito definido, da altura do horizonte dos seus olhos, a um metro e trinta do chão.  O projeto teve continuidade em sua pesquisa de Mestrado e segue até hoje.

Artista visual e Professora Assistente da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs). É Bacharel em Artes Plásticas com ênfase em fotografia (2002), Licenciada em Educação Artística (2005) e Mestre em Artes Visuais (2008) pelo Instituto de Artes da UFRGS. Entre as exposições coletivas tem destaque Pequena distância, coletivo com as artistas Glaucis de Morais e Mariana Silva da Silva, com exposições realizadas desde 2006 em Belo Horizonte, Brasília, Caxias do Sul, Montenegro e Porto Alegre; Oi Expressões na rua (2009); Câmera Rasgada, na Galeria dos Arcos, Usina do Gasômetro (2007). Exposições individuais Meu ponto de vista: série banheiros, 1º Prêmio IEAVI de Incentivo às Artes Visuais, Casa de Cultura Mário Quintana (2012); Meu ponto de vista: O cotidiano e os lugares da imagem, Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, Instituto de Artes/UFRGS (2008) e Meu ponto de vista, Pinacoteca da Feevale, Novo Hamburgo (2004).

Foi selecionada com Prêmio Incentivo à Produção na Fiat Mostra Brasil. Porão das Artes, Parque do Ibirapuera, São Paulo-SP (2006) e Prêmio Aquisição no II Salão de Arte Cidade de Porto Alegre, Usina do Gasômetro (2002).

Recentemente participou da exposição coletiva Artesul Contemporáneo no Centro de Exposições SUBTE em Montevidéu, Uruguai; Modos de Ser e Estar no Mundo, na Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, Instituto de Artes/UFRGS (2013) e da série de exposições Professores-artistas, Artistas-professores, que reuniu professores artistas das universidades Feevale, UCS e UERGS e foi realizada na UCS em Caxias do Sul, em Montenegro na Fundarte e está prevista para acontecer em breve na Feevale.

Maria Ivone dos Santos

Maria Ivone dos Santos. “Cabe a Alma”: Laranjal 2, 2014. Impressão de pigmento mineral sobre papel de algodão, 50 x 75 cm.

Maria Ivone dos Santos. “Cabe a Alma”: Laranjal 1, 2014. Impressão de pigmento mineral sobre papel de algodão, 50 x 75 cm.

Vacaria/RS, 1958.

Artista, professora e pesquisadora no Departamento de Artes Visuais e no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS, RS, Brasil. Doutora em Artes pela Universidade de Paris I Panthéon, Sorbonne, França (2003).

Em sua prática artística investiga contextos urbanos e seus aspectos ambientais e culturais, abrindo prospecções de larga duração (2003-2015). Sua atividade se desenvolve a partir do reconhecimento e da observação de zonas da cidade e de caminhadas que que lhe propiciam acompanhar a transformação dos lugares no tempo, desvendando interesses, políticas e resistências. Através de exposições, instalações e intervenções urbanas a artista elabora essas questões e propõe endereçamentos públicos. Ela explora distintas modalidades e âmbitos de recepção da arte através da criação de espaços, utilizando texto, fotografia, impressos e vídeo. O trabalho investigativo se desenvolve também pela publicação de artigos, ensaios e obras gráficas, em livros, revistas e jornais, bem como através da organização de plataformas, oficinas, encontros e seminários que problematizam a cidade, o espaço público, o indivíduo, a memória e o espaço comum.

Através da Imagem – a fotografia como arte contemporânea

Na exposição Através da Imagem – a fotografia como arte cantemporânea, Maria Ivone dos Santos mostrará dois conjuntos de imagens da série Cabe a Alma, realizadas na cidade de Curitiba e em Pelotas em 2013 e 2014. Nessa série, Maria Ivone retoma e aprofunda a idéia da fotografia como distância — questão desenvolvida em sua tese de doutorado —, confrontando o real com seu duplo alterado. A artista experimenta lugares visitados utilizando espelhos de cor que alteram as características da imagem fotográfica. O suporte reflete o encontro entre um instante do mundo e sua imagem, evidenciando uma relação entre o artista, o dispositivo e o lugar. No enquadramento e no extracampo, um “lugar tênue” surge.

Texto:

“A série Cabe a alma reúne imagens fotográficas captadas em caminhadas e deslocamentos em distintos contextos urbanos e ambientais. São imagens de um mundo alterado pelo uso de dispositivos de captura, suportes espelhados (acrílicos) branco, preto e de cores que retêm um enquadramento, alterando a imagem e atribuindo-lhes certas qualidades. O gesto de mostrar é evidenciado. Vê-se a mão que segura o dispositivo em acrílico onde se aloja a imagem, produzindo como resultado a colisão de dois enquadramentos (frente e verso). A mão testemunha a apreensão da imagem nessas espécies de retrovisores, que mostram o inverso de uma quadra, uma rua sem saída, o sol nascendo em três vistas, uma casa, uma árvore, um farol e céus, ora limpos, ora povoados de nuvens. As bordas recortam interiores, um dia luminoso ou uma touceira de flores. Frutos de circunstâncias precisas e de experiências do olhar, essas fotografias ganham, na tiragem em papel, aspectos singulares que parecem afastá-las dos contextos espaços-temporais de sua origem; somem as buzinas dos carros, os cantos, as vozes, o barulho do vento vindo do mar, o ruído dos passos e o calor das nossas mãos. Somem também as sensações e ficam plasmadas no papel apenas as densidades cromáticas, silhuetas e formas de luz, constituindo situações que nos convidam a experimentar esse espaço entre.”

Maria Ivone dos Santos

+ Informações:

Cabe a alma: Série iniciada em 2013 que possui atualmente um arquivo em movimento, de imagens captadas em Porto Alegre e Punta del Este, em Veneza , na ilha de San Servolo (2013), (uma delas foi publicada como carta postal no projeto Cartas circulantes, organizado pelo Grupo de pesquisa Deslocamentos, observâncias e cartografias (Cnpq/UFPEL); Possui também imagens captadas em Yakutsk na Sibéria (2014), (uma delas foi integrada à Instalação Le temps qui fait, realizada com Hélio Fervenza durante a III Biennale de Yakoutsk, BY14, no Museu de Belas Artes de Yakoutsk, na República de Sakha (Rússia). As imagens mais recentes dessa série foram realizadas na Espanha, nas Canteras de Lastur e em Pasajes e San Sebastien, no Pais Vasco (2015).

A primeira exposição desses trabalhos ocorreu em Curitiba (2015) na individual que ocupou duas salas do Museu da Gravura da cidade de Curitiba. Uma seleção de fotografias captadas entre janeiro e maio de 2013 no Uruguai e no Brasil e outro conjunto de imagens captadas no Solar do Barão em Curitiba, decorrentes de um processo prévio de reconhecimento e de relação com o próprio local expositivo.

A segunda série, Cabe a alma: Pelotas (2014), integrou à exposição Lugar Tênue, realizada com Hélio Fervenza. Na ocasião Maria Ivone apresentou uma seleção de imagens produzidas a partir de deslocamentos prévios realizados na cidade de Pelotas. Na exposição os textos de Hélio e as imagens de Maria Ivone buscavam acionar um imaginário da cidade de Pelotas e propunham uma outra experiência do lugar.